20 de abril de 2015

10 mandamentos para ser feliz



Em uma a entrevista a Pablo Calvo para a Revista Viva da Argentina, Papa Francisco dá dicas para a felicidade em forma de 10 mandamentos.

“Aqui estão dez ingredientes para a fórmula que parece ser inalcançável, mas Francisco indica” diz Paul Calvo.

     1. Vive e deixa viver: Aqui, os romanos têm um ditado, e poderíamos tomá-lo como exemplo para usar nesta fórmula que eu disse: ‘Vá em frente e deixa que as pessoas caminhem à frente também’. “Vive e deixa viver, este é o primeiro passo para a paz e felicidade.”

     2. Doe-se aos demais: Se alguém se isola, corre o risco de ser egoísta. “E água parada é a primeira que e corrompe (se suja)”.

     3. Mova-se remansadamente: “Em Don Segundo Sombra há uma coisa muito linda, sobre alguém que revê sua vida. O protagonista diz que quando era jovem era um córrego pedregoso que carregava tudo adiante; e quando adulto era um rio que andava adiante e ao invés disso sentia seu movimento, mas lentamente remansado. Eu utilizo esta imagem do poeta e novelista Ricardo Güiraldes, este último adjetivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm esta sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não cuida de seus anciãos não tem futuro”.

     4. Brincar com as crianças: “O consumismo nos levou a esta ansiedade de perder a sã cultura do ócio, ler, desfrutar a arte. Agora confesso pouco, mas em Buenos Aires confessava muito e quando via uma mãe jovem lhe perguntava: Quantos anos têm? Brinca com seus filhos? Era uma pergunta inesperada, mas eu lhe dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais saem cedo para trabalhar e quando voltam seus filhos já estão dormindo, é difícil, mas é necessário fazer isto”.

     5. Compartilhar os domingos com a família: “Outro dia, em Campobasso, fui a uma reunião entre o mundo universitário e o mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não é para o trabalho. Domingo é para a família.”

      6. Ajudar os jovens a conseguir emprego: Precisam ser criativos com este setor. Se faltarem oportunidades, caem nas drogas. E está muito alto o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia li, mas não tenho muita certeza por não ser um dado estatisticamente comprovado, que havia 75 milhões de jovens de 25 anos para baixo, desempregados. Não resolve somente dar-lhes o que comer: É necessário criar cursos e inseri-los no mercado. “A dignidade se dá em levar o pão para casa.”

     7. Cuidar da natureza: “É preciso cuidar da criação e não estamos fazendo isto. É um dos maiores desafios que temos”.

     8. Esquecer-se rápido das coisas ruins: A necessidade de falar mal do outro indica uma baixa alto estima, é dizer: eu me sinto tão abaixo que ao invés de crescer, diminuo o outro. “Esquecer-se rápido do mal é são”.

     9. Respeitar o que pensa diferente: “Podemos mover o coração do outro com o testemunho, para que ambos progridam com a comunicação, mas o pior que pode acontecer é o proselitismo religioso (tentativa de convencer alguém a se converter às suas idéias ou crença), que paralisa: ‘Eu converso com você para te convencer’, não. Cada um dialogue com sua identidade. A igreja cresce por atração, não por proselitismo”.

      10. Buscar ativamente a paz: Estamos vivendo em uma época de muitas guerras. Na África parecem ser guerras tribais, mas são mais que isso. A guerra destrói. É necessário clamar pela paz. A paz às vezes dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, sempre é uma paz ativa.

Adaptado e traduzido de Zenit




9 de abril de 2015

Lembrancinhas de Páscoa

Olá amados! Que a paz de Jesus 
e o amor de Maria estejam com todos vocês!

Desde o ano passado não estou assumindo turma na catequese em virtude de uma outra missão que Papai do Céu me confiou: ser mãe. Porém, não consigo (nem quero) me desligar completamente da catequese, pois espero voltar muito em breve. Não vejo a hora de levar meu pequeno para participar conosco desses momentos tão ricos de evangelização, cheios de alegria e do amor de Deus. E uma das formas que eu tenho de me manter em contato com a catequese é exatamente este espaço onde eu posso partilhar ideias e sugestões para os encontros de catequese, além de trocar conhecimento e experiências com todos vocês.

Nesta época da Páscoa nós catequistas sempre ficamos quebrando a cabeça para preparar alguma lembrancinha para as crianças que transmita o real sentido da Páscoa, cumprindo assim nossa missão de evangelizar e tirar, é claro, o foco do coelhinho e dos ovos de chocolate que são apresentados pela mídia como o centro da Páscoa.

Sei que estou meio atrasada com esta postagem, até tentei preparar antes, mas não foi possível. Caso você ainda não tenha feito a Celebração de Páscoa com a sua turma e precisa de sugestões, estas podem te ajudar. Se você já celebrou a Páscoa, não tem problema, as sugestões poderão ser aproveitadas em outro momento ou, quem sabe, na próxima Páscoa.


Cartão Pintinho saindo do ovo

Fonte

Esse cartão em forma de pintinho saindo do ovo nos faz refletir sobre a vida nova que Cristo nos deu ao morrer por amor a cada um de nós.


Cartão Caixinha Surpresa


Sugestão para a preparação da caixinha








Um cartão em forma de caixinha surpresa. Preparei uma sugestão, mas você pode decorar conforme a sua criatividade. O passo a passo da caixinha eu já ensinei. Se quiser aprender é só clicar aqui.


Um kit com pãozinho e suco de uva



Um kit com um pãozinho e uma garrafinha com suco de uva. No encontro o catequista pode fazer a Celebração da Páscoa e a partilha do pão e eles levam o kit pra fazer em casa com os pais.

Vela



Outra sugestão é a vela que simboliza a luz de Jesus. Você pode comprar a latinha, fazer as velinhas dentro delas e decorar a tampa com uma mensagem de Páscoa.



Ou ainda, você montar um “Kit de Páscoa”
contendo os seguintes itens:




- A vela ­­– Simbolizando a luz de Jesus e nos ensinando que também devemos ser luz na vida de nossos irmãos.

- O pão e o vinho – Recordando a instituição da Eucaristia. Refletir sobre o gesto de Jesus em se dar como alimento por amor a cada um de nós.

- Uma cruz (pode fazer de palito de picolé com ímã) – Refletir sobre o maior gesto de amor e doação que Jesus realizou por todos nós. A cruz também nos lembra que Jesus venceu a morte para nos dar uma nova vida.

- Um cartão (que pode ser o pintinho ou outro a seu critério) com uma mensagem de Feliz Páscoa ­– Refletir a importância de celebrar esse momento com as pessoas que amamos. Incentivar as crianças a fazer um cartão e desejar Feliz Páscoa para todos que amam, falando sobre o imenso amor de Jesus por nós.

- Um doce – Simbolizando a doçura dessa data. Jesus venceu a morte para nos dar uma nova vida, com novo sabor, cheia de alegria e mais amor. Não necessariamente precisa ser chocolate.


É claro que a decoração do ambiente é muito importante para criar o clima da celebração. No grupo Catequistas em Formação (no facebook) um(a) catequista partilhou uma imagem muito linda para iluminar ainda mais a celebração. Vários catequistas se arriscaram a fazer. Vale a pena tentar!    





Uma Feliz e abençoada Páscoa, repleta do amor 
e da misericórdia de Jesus!
Um grande abraço.








24 de março de 2015

Adoração e Veneração, qual a diferença?


Depois de publicar a postagem anterior, fiquei refletindo sobre o quanto nós católicos somos, ainda hoje, muitas vezes acusados de adorar imagens e santos e de sermos idólatras. Algumas vezes somos julgados por pessoas que não tem o devido conhecimento sobre a diferença entre adorar e venerar, mas é bem verdade que alguns católicos também dão margem para essas críticas, desconhecendo a própria doutrina da nossa igreja.
Na verdade, precisamos aprender mais sobre a fé que professamos. Nós católicos não adoramos imagens nem santos, nós veneramos. Mas você sabe qual a diferença entre ADORAR e VENERAR? Encontrei esse artigo sobre o assunto no site Canção Nova e achei importante partilhar, pois ainda hoje, encontramos católicos em situações embaraçosas quando são acusados de adorar imagens.

ADORAR significa prestar culto a ...
VENERAR é o mesmo que reverenciar, fazer memória, ter grande respeito...

A adoração ocorre quando existe um culto no qual é envolvido um sacrifício. Se você pegar o Antigo Testamento, vai encontrar várias passagens bíblicas que mostram que quando os judeus iam adorar, ofereciam algum animal em sacrifício a Deus. Esse tipo de sacrifício é conhecido como“”sacrifício cruento”, ou seja, com derramamento de sangue. Ao morrer por nós, na Cruz, Jesus se ofereceu em sacrifício por nós. Ofereceu sua Carne e o seu Sangue. Por isso, o chamamos de Cordeiro de Deus. Na celebração da santa Missa, nós renovamos (tornamos novo) esse sacrifício. Porém, no momento da Celebração Eucarística há o sacrifício incruento, ou seja, sem derramamento de sangue.
Quando adoramos o Santíssimo Sacramento, adoramos o próprio Corpo de Cristo, e o fazemos somente em virtude do santo sacrifício da santa Missa, por meio do qual o pão se transforma no Corpo de Cristo e o Vinho se transforma no Sangue de Nosso Senhor. É por isso que, muitas vezes, ouvimos a Igreja nos dizer que o maior culto de adoração é a santa Missa. Não existe adoração sem sacrifício.
Já a veneração é semelhante àquilo que os filhos têm para com os pais, quando pedem algo a estes, elogiando-os, agradecendo-os… Fazem isso porque admiram, respeitam e amam os pais.
Percebe a diferença?
Então quando alguém, – que não conhece o real sentido da adoração, vê um católico venerando um santo, acaba o acusando de fazer algo a uma criatura que, segundo ele, só caberia ao Criador. Isso acontece porque eles não vivem a real dimensão da adoração.
Mas e as imagens?
No século I, não existia máquina fotográfica. Mas as pessoas gostavam de se recordar dos entes queridos. Assim como, hoje, fotografamos alguém e guardamos aquela foto. Naquela época, se reproduziam imagens, desenhos, estátuas… Era uma prática comum. De forma que esses objetos acabaram se tornando um meio de relembrar, de fazer memória a pessoas amadas e queridas. Nós, católicos, em particular, o fazemos para prestar memória àqueles homens e mulheres que viveram a radicalidade da fé: os santos. Uma fé cheia de virtudes e, muitas vezes, de martírio. Fé esta que gerou neles a santidade.
Se não podemos ter essas imagens, tampouco podemos ter fotografias de pessoas que já se foram. Duvido muito que aqueles que nos acusam de idolatria joguem fora as fotos e lembranças de pessoas queridas. Assim como duvido que eles esqueçam das virtudes dos seus…
Nós, católicos, em especial, temos e devemos ter, sem medo, imagens dos santos e das santas de Deus em nossas casas. É importante reverenciá-los, lembrando das virtudes e do amor deles por Jesus Cristo, e pedindo-lhes a intercessão junto a Deus. Afinal, eles estão no céu. Fazem parte do corpo místico da Igreja. E se você não crê na intercessão, meu amigo, não peça que ninguém reze por você.

Adorar: somente a Deus. Prestar culto: somente a Deus.
Mas venerar? Venere, sem medo, a todos os santos e santas de Deus.

E se alguém, um dia, vier acusá-lo de idolatria ou coisa semelhante, não esquente a cabeça. Fique em paz. E lembre-se de que apenas os que participam do santo sacrifício da santa Missa é que fazem a verdadeira adoração.


Inspiração


  
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